23/10/2025

Os 5 Discos que Mudaram a Vida de Ace Frehley

Em uma entrevista a Classic Rock, Spaceman, saudoso guitarrista original do Kiss descreveu quais foram os 5 álbuns que mudaram sua vida. Em tradução do site Igor Miranda podemos ver essa lista que é simplesmente primorosa:
Jimi Hendrix ExperienceAre You Experienced (1967)
“Mudou minha vida, sem dúvida. Eu costumava andar pelo meu colégio com esse álbum debaixo do braço. É inovador de tantas formas, ninguém tocava guitarra como Hendrix.
Eu já estava tocando guitarra há alguns anos, mas quando ouvi Hendrix, parecia tão além de qualquer coisa que eu estava ouvindo na época. Ele estava fazendo algo que estava a anos-luz de todos os meus outros heróis. Eu costumava tocar o disco mais lento e tentar aprender os solos. Seu uso de efeitos, sua composição, seu fraseado... o cara era um talento único.”
Led ZeppelinLed Zeppelin I (1969)
“Eu nunca vou esquecer quando vi a primeira aparição do Led Zeppelin em Nova York. Eles estavam abrindo para o Iron Butterfly no Fillmore East. É uma daquelas noites que você sempre ouve sobre: o Zeppelin tocou seu set e simplesmente arrasou o lugar. O Iron Butterfly teve que vir em seguida. Metade do público foi embora.
Eu saí e peguei o disco de estreia. Não estava familiarizado com (Jimmy) Page antes disso. Eu gostava dos Yardbirds, mas sempre pensei em Jeff Beck com aquela banda. Então colocar Zeppelin (para tocar) foi uma experiência enorme. Seus riffs, seus sons e os solos dele (Page), ele era o guitarrista completo. Me tornei um grande fã na hora.”
WhoMy Generation (1965)
“Que ótimo disco. Canções fabulosas. Pete Townshend não era um cara dos solos, mas ele sabia como trabalhar acordes. Aprendi muito da minha técnica de acordes estudando músicas do Who. Pete Townshend consegue tocar o mesmo acorde em 20 posições no braço da guitarra. Ele é um mago.
Eu amo as harmonias deles e a forma como arranjam suas músicas. The Who era uma banda muito inteligente. Ninguém tocava como Keith Moon, ele não usava um chimbal. Mas era tudo focado na guitarra de Townshend. Ele tinha algo muito forte nas mãos.”
CreamFresh Cream (1966)
“Esse é o disco no qual eu descobri (Eric) Clapton. Na verdade, eu vi o Cream. Eu estava na primeira vez deles em Nova York, quando estavam abrindo para Mitch Ryder and the Detroit Wheels. Eu não fazia ideia do que ia ver, mas fiquei impressionado. Pense nisso, Who estava na mesa noite. Aqueles eram grandes dias.
Eu amo o álbum Fresh Cream. Clapton é um guitarrista de blues único e toca de forma bela. Eu estudei tudo o que ele fez, do Cream ao Blind Faith, a Derek and the Dominos e então seu material solo. Ele é um daqueles caras que têm algo tão singular – você sabe que é ele, no primeiro segundo em que ele toca uma nota. Eu definitivamente tentei pegar o máximo que pude de Clapton.”
Rolling StonesSatisfaction (1965)
“É como jogar cara e coroa com os Beatles e os Stones, eu amo ambos, mas vou ter que ir com os Stones porque eles eram os ‘bad boys’. Escolher um único álbum é difícil, então eu vou com um single, a primeira música deles que realmente me pegou: Satisfaction. Lembro de estar andando pelo Bronx e ouvi-la no rádio. Foi um tempo incrível. Parecia como se a canção estivesse em todo lugar. Você a ouvia vindo das janelas, dos rádios dos carros enquanto as pessoas dirigiam. Você não conseguia escapar de Satisfaction durante o verão de 1965.
A respeito da guitarra, tem esse riff incrível, um dos maiores padrões de três notas de todos os tempos. É tão simples que você não consegue acreditar que ninguém pensou nisso antes. Não seria a canção que é sem aquele riff. Ele soa incrível vindo daqueles pequenos rádios de transistores. Eu saí e comprei um [pedal] fuzz box, eu tinha que tentar ter aquele som.”

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