A música é uma das coisas mais importantes na minha vida, é a minha terapia diária, se estou bem, escuto para curtir o momento, se estou mal, escuto pra fugir da dor (às vezes pra abraça-la) e por aí vai. Ouvir um bom som é de suma importância pra mim, e nesse ano que se passou ouvi bastante coisa que vou compartilhar as que
mais tocaram nesses ouvidos que voz fala:
Lançado em 1981, aqui temos os Stones na sua versão mais blues, na tour que veio após Tatto You, um ótimo álbum alive para quem curte blues igual eu;
De 1989, esse álbum do Neil Young me pega demais, com letras extremamente sociais e baseado mais em melodias de violão, com sonoridade bem crua, fala exatamente o que sinto com melodias incríveis e acessíveis;
Esse álbum representa algo a mais pra mim, já que no último
show da banda que fui com alguém muito importante pra mim, ela escolheu esse álbum no merchandising da banda e eu no auge da minha burrice comprei outro. Em 2025 concertei esse erro comprando ele e ouvindo sem parar. O álbum é ótimo e transiciona a sonoridade da banda para o que se tornaram agora, um tom mais dark, saindo um pouco do power metal e abraçand o uma sonoridade mais soturna com letras que falam muito com minhas dores;
Pra mim, Kreator é uma daquelas bandas que conseguiu refinar ainda mais sua sonoridade, entregando novos álbuns tão bons quanto seus clássicos nos últimos anos e esse aqui é um grande exemplo disso, está entre os meus de cabeceira, e nessa versão com um DVD bônus com um baita show no Wacken de 2014 a coisa fica ainda mais especial:
Essa é uma compilação que originalmente saiu pelo título Só Cràssicos que a gravadora RDS reeditou numa linha de lançamentos de coletâneas com título de Só Sucessos. Tenho esse play desde a adolescência e nunca deixou de ser incrível pra mim, sem tirar que as letras continuam atuais. RDP é uma daquelas bandas que fazem a diferença no cenário nacional e essa coletânea só prova isso;
Poucos podem se gabar de ter moldado um instrumento como Chuck Berry pode. Tudo o que vimos e vemos na guitarra, tanto atual quanto nos clássicos do rock, vieram do que esse cara fez. O timbre, o estilo, o blues mano. Ouvir Chuck Berry é uma aula que tenho adotado bastante com esse baita álbum, com letras extremamente inteligentes;
Esse single que ganhei da Hellion Records em um antigo aniversário voltou a ser ouvido sem dó nesse último ano, a música tema do single, mais as duas alives tem a gama dramática que me pega demais em tudo que ando vivendo ultimamente;
Nesse último ano tive uma certa influência punk de uma pessoa legal que passou pela minha vida e isso se reflete em ouvir muito um dos álbuns embrionários do gênero;
Isso aqui é uma aula de thrash/ death com a banda em uma das suas melhores formas. A versão que tenho ainda conta com o extra de sons gravados ao vivo numa tour pela Alemanha;
O blues do Clapton é algo único, o cara é desses guitarristas que com apenas um acorde sabemos quem está tocando, sabe encaixar cada nota muito bem e só trabalha com a nata dos músicos. Esse álbum tenho desde seu lançamento e é um dos meus de cabeceira e sempre o revisito encontrando refúgio;
Esse alive que tenho em DVD importado da Alemanha (que tem o transtorno de rodar apenas nos meus XBox, por conta da trava de região), é um espetáculo a parte, como tudo que o Rammstein produz. Aqui encontra a fase inicial da banda no seu primeiro álbum ao vivo, peso e pirotecnia extrema são o que ditam saporra e curto muito o mix entre brutalidade e tristeza que só esses alemães doidos sabem fazer;
Um dos álbuns mais subestimados do heavy metal em geral que possui uma coleção de melodias lindas e letras bem diretas e honestas, me fez refletir demais nesse ano;
Esse é um dos meus álbuns de cabeceira, daqueles que amo todas músicas, sem exceção, sempre escutando e achando algo novo. Simplesmente incrível como essa banda conseguiu se reinventar sem perder a essência;
Pode até parecer que não, mas essa banda possui as melhores letras pra quem se sente sozinho depois de perder quem ama, papo de alto ajuda mesmo... Até certo ponto... Tá, funciona pra mim e o tom country/hardcore combina demais com boas doses de whisky;
9 -
Raul Seixas -
Uah - Bap - Lu - Bap - Lah - Béin - Bum!Essa mistura doida de vários gêneros indo do rock, passando pelo blues e country e chegando a MPB, temperado com letras geniais me pega demais. Isso rodou muitas vezes na minha vitrola e alguns sons me trazem boas recordações de quando fui feliz;
Isso aqui é blues na sua melhor forma, ótimo pra se desligar do mundo e viajar;
Rockão cru e sujo até o osso, amo essa primeira fase da banda. As letras do Bon Scott são revigorantes, inteligentes e urbanas, com uma acidez que poucos sabem adicionar a poesia tão bem. Isso aqui fez meu ano menos ruim;
6 -
Jorn -
Song For Ronnie JamesEsse é um daqueles álbuns de covers, sendo que aqui a banda foca apenas na carreira solo do
Dio, com uma exceção pra
Black Sabbath, lembrando uma espécie de tributo ao baixinho com voz que movia montanhas. Acho esse álbum extremamente tocante e competente, desde os covers até a música que homenageia
Ronnie. Ouvi bastante;
5 -
Marduk -
Fuck Me Jesus/GlorificationBora de bootleg, esse aqui coloca os dois EPs da banda em um play só, o que torna a pancadaria muito redondinha, já que fica com tamanho de um álbum inteiro. Isso aqui ajudou a extravasar todo ódio que levo comigo ultimamente;
Falando em algo pesado e cheio de raiva, vamos pro décimo álbum dessa banda foda de death metal. Aqui os caras já trazem algo bem único da sonoridade deles, death metal puro em alguns sons e em outros praticamente um thrash, amo isso, continua um soco na cara, mas não perde a intensidade ou violência. Perfeito para meus dias mais introspectivos, tive muitos deles;
Pra mim um dos melhores álbuns de toda a carreira do Judas Priest, trás referências a tudo que a banda fez de bom em todos os tempos, só musica boa. Além do mais, esse play foi o último presente que ganhei da pessoa mais importante que passou em toda minha vida, o que torna ele ainda mais incrível pra mim;
Depois de 2024 esse álbum se tornou parte de mim;
Pra mim, esse é um dos álbuns mais diferentes de todo o estilo, aqui o tal metal melódico trás uma forte influencia do metal gótico que estava sendo praticado na época, contando com uma boa pitada de pós punk na sua mistura. André Matos também assume em algumas músicas um vocal mais agressivo, o que torna o material ainda mais interessante. Amo tudo nesse play, o tom meio triste e às vezes cheio de fúria, a masterização cheia de classe e suas temáticas, por isso ele não saiu do meu som e fones de ouvidos.