27/10/2026

Você Precisa Ouvir There's To Be End - Silent Cry

 Mais um daqueles sons que estão impossíveis de encontrar por aí.

Dessa vez trago um som de uma baita banda nacional que merecia maior reconhecimento, o Silent Cry está na estrada desde 1993, tendo uma pausa e voltando durante esse período. A banda passou por várias formações e vocalistas femininas, ganhando tons diferentes em sua sonoridade a cada formação, passando por doom, gothic e até um certo tom de heavy metal durante a sua existência. Aqui nessa encarnação do Silent Cry, temos um doom bem poético, muito por conta da influencia de seu tecladista da época Bruno Selmer (um daqueles caras que tem uma veia artística sombria que acaba o arrastando para alto destruição, um grande poeta que já existiu). Shades of the Last Way - A Prelude to a New Begin de onde There's To Be End vem é um EP lançado em 2001 pela Demise Records e vale ouvir as 4 musicas, sendo que esse som é a quarta faixa que é acompanhada pela quinta que é uma espécie de vinheta obscura e atmosférica. Enfim, se puder e deve, vá conhecer todas as fases do Silent Cry e aproveite esse som aqui:


25/09/2026

A Evolução Teatral do Rock/ Metal

Lá na década de 70 o rock estava a todo vapor, com surgimento de novos gêneros, ideais, visuais e tudo mais a cada segundo. No meio disso tudo surgiu aquele lance teatral nos palcos, de início a banda Alice Cooper foi um dos grandes expoentes disso, com shows se tornando grandes espetáculos de horror. 
Alice Cooper o grande pioneiro
E como tudo tem vários lados, tivemos todo tipo desse estilo, como Kiss e suas personas, o próprio, agora músico em carreira solo, Alice Cooper criando shows com ainda mais truques de mágica bem interessantes, até chegar no metal do Gwar com cosplayers de personalidades sendo executadas no palco no maior estilo filme de terror.
Ghost e sua missa blasfema
Por falar em metal, aqui as coisas ficaram especiais, toma Rammstein explodindo a porra toda, Ghost com sua missa satânica... Por falar em satânico, black metal e afins tem muito de teatrilidade em seus shows, Behemoth, Gorgoroth e seus colegas colocam mulheres ensanguentadas nos palcos, cabeça de animais mortos e por aí vai, a coisa é macabra e ao mesmo tempo bonita. Se é que isso faz sentido, mas estamos falando de seios, e peitinhos tornam tudo lindo.
Gorgoroth blasfemando com mulher pelada no Wacken
Aqui no Brasil não consigo descrever bandas que tenham tais elementos, muitas criam cenários bem bacanas, desde bandas clássicas como Sarcófago que foi um dos percusores de usar pedaços de carne no palco a Edu Falaschi em sua fase atual com álbuns conceituais que tem seus elementos explorados no palco.
Tenacious D blasfemando com tetinhas de gordo
O caso é que esse texto não é algo documental, só queria explorar esse elemento tão interessante do rock/ metal e tentar imaginar o que vem por aí. Porque o terror e o macabro já foi explorado a exaustão, o humor também já tem seu espaço com bandas como Tenacious D e Steel Panther, o drama com Therion, ninguém representa tão bem uma opera do metal como o Iron Maiden. Sendo assim, fico pensando no que ainda conseguirão criar em cima disso, as possibilidades são infinitas e estão apenas a um passo de alguém tornar real.

13/08/2026

Show Velhas Virgens AN Rock Bar

A pouco tempo atrás, papo de um ano, fechou uma casa de shows aqui perto, o AN Rock Bar de Poá. Era simples, tinha preço acessível e tentava trazer bandas conhecidas do cenário underground, além de muita banda cover (que sabemos que é o que mantém as contas em dia graças ao público preguiçoso), o espaço era agradável para um inferninho e o mais importante, era logo alí. 
Mas como nada que é bom dura para sempre, a conta chegou e o AN foi pro saco, graças a reclamações de vizinhos que não se irritam com vários bares de pagode que fazem barulho durante a noite toda no entorno, apenas com o que toca rock. É sempre assim que funciona, basta ver matérias falando do barulho que o Bangers Open Air causa no entorno, não aparece uma matéria igual sobre o barulho feito pelos festivais de outros gêneros... 
O AN fechou, mas vamos lembrar do que vivemos lá, um show bem bacana do Velhas Virgens. Já vai um ano desse show, o que marca o quanto a vida da gente muda em tão pouco tempo.
Tivemos duas bandas de abertura que sinceramente não lembro muito e nem vou me esforçar pra isso. Vamos focar no Velhas Virgens que com sua nova vocalista estava comemorando os 40 anos de banda com um show especial, e por se tratar de uma casa intimista, teve bastante improviso e curtição, com direito a música inédita e até pedido de casamento entre um casal do público.
O Velhas Virgens continua uma puta banda que vale o tempo e dinheiro investido, o entretenimento é certo sempre. O AN se foi, mas ficam as boas recordações.

12/07/2026

Vídeo Eskrota no Sesc Paulista

Mais um vídeo totalmente cheio de qualidade no YouTube de uma apresentação que fui e curti bastante.
No caso da Eskrota (show que já falei aqui) mais uma banda de mina que graça aos deuses do metal estão na ativa, essas minas não tem medo de fazer o que querem e falar o que pensam, trazendo assim um som original e cheio de ferocidade que vale muito ouvir.
Enfim, aproveite o vídeo a seguir:

02/07/2026

E o Guitar Hero

Lá em 2005 um jogo fez um baita estardalhaço e mudou o rumo de tudo, pelo menos na época. Estamos falando do primeiro Guitar Hero. 
Trazendo grandes clássicos do rock 'n' roll, o jogo estourou a bolha ao trazer mecânicas de outro jogo que já estava rolando (não vamos entrar em detalhes maiores, mas basta uma pequena pesquisa pra ver esse histórico todo), com toda a temática rock, sendo possível jogar em controles comuns ou ainda com um controle especial em formato de guitarra, aqui jogávamos como o tal Guitar Hero do título.
Desde então vieram várias continuações, com participações especiais de músicos, títulos temáticos de bandas como Aerosmith, Metallica e Van Halen, possibilidade de jogar com outros instrumentos, como baixo ainda usando o controle de guitarra, bateria com um controle próprio e vocal com microfone, essa parte foi influenciada pela concorrência, o Rock Band que é um caso a parte. Falando em concorrência, veio o Rock Band e outros games, cada um com sua jogabilidade e proposta diferenciada.
Enfim, Guitar Hero e seus concorrentes acabaram conseguindo cansar o público ao lançar jogos sem parar, sem alma e até desrespeitoso, teve um que colocou Kurt Cobain do Nirvana cantando de maneira animada músicas que o mesmo detestava. Chega a ser nojento de ver isso.
Mas vamos sair da área bizarra e ir pro lado interessante da porra toda. Eu já tinha meus 20 e poucos anos quando esses jogos foram ganhando o mundo, já conhecia a maioria das bandas que ali apareciam e poder brincar com essas músicas, ver jogo temático dos Beatles e AC/DC me fez jogar videogame com um baita sorriso na cara. Porém, naquela geração tinhamos o outro lado, uma molecada que não teve nenhum contato com essas músicas e bandas e que teve seu primeiro momento com toda mitologia do rock e seus subgêneros graças a esses jogos.
Guitar Hero e Rock Band influenciaram uma porrada de jovens naquela época e trouxe o rock ao mainstream por um bom tempo. O que me faz chegar ao ponto que quero chegar, a falta de que esse tipo de jogo está fazendo nesse momento, os jogos não tem mais nada de rock em suas trilhas sonoras, nem em suas mitologias, são apenas apenas essas músicas modernas feitas em computador, sem emoção, atitude ou alma. Com isso vemos cada vez mais jogos sem graça alguma, apenas uma porrada de mecânicas genéricas embaladas por muita tecnologia e gráficos bonitos, com trilhas sonoras chatas que influenciam a molecada a apenas acompanhar um emaranhado de músicas enfadonhas empurradas tanto pela mídia quanto pelo streaming que padroniza vender o que vai dar mais lucro pelo lob de gente rica.
Pois é, saudades época do Guitar Hero, saudades.

Destaques

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