Esse é mais um texto resgatado do meu antigo blog, em outra vida, espero que curtam lembrar de alguns dos melhores shows que já fui, numa das melhores fases da minha vida:
Compramos o ingresso para o show do Evergrey assim que o show foi anunciado e a venda liberada. Fazia tanto tempo que nem sabíamos onde esses ingressos estavam. Depois da busca e todos os preparos, estávamos prontos para ver os suecos.Depois de uma rápida passada no merch que não tava barato nem bonito (que estampas sem graça da porra), peguei um CD, umas cervejas e esperei para ver as exatas 19 horas os caras subirem ao palco.
O nível deles como músicos é insano, já havia visto outro show da banda e esse conseguiu ter um setlist ainda mais interessante. Tom Englund (vocal/ guitarra) não estava muito bem da voz e até fez piada com isso, porém, segurou bem as músicas.
O baterista novo, Simen Sandnes, era uma grande incógnita se iria substituir bem Jonas Ekdahl que fazia parte da cozinha desde 2014. Spoiler, Sandnes é extremamente técnico e um show man, o cara sabe o que faz e faz bonito.
Foram tocadas em sua grande maioria sons mais atuais da banda, mostrando que o repertório dos caras consegue se atualizar muito bem e o público abraça cada som, até mesmo o que foi a pouco tempo lançado. Por falar em público, a casa estava bem cheia e com pessoas que realmente queriam estar ali, pessoal fez o show acontecer, ou como disse o guitarrista, Henrik Danhage, tornamos o dia dele melhor.
O grande porém da coisa foi que o show acabou mega rápido, apenas 1 hora e 20 minutos, sério, a banda tem álbuns mais longo que isso. 20:30 já havíamos até saido do Carioca Club e estávamos meio chateados com a falta de show.
Então nesse momento, minha mulher lembrou que estava rolando o Mata E Amassa, a tour do Massacration junto do Matanza Ritual, resolvemos ir conferir os grandes nomes nacional.
Chegamos a tempo de comprar ingressos e entrar no início do Massacration, os filhinhos do Deus Metal. E que início, público já insanamente empolgado com um dos hinos da banda sendo entoados em qualidade que só uma banda de tamanho porte poderia tocar.
Por se tratar da banda do Hermes & Renato, tem muito humor em meio as músicas, cada som tem uma apresentação antes com alguma performance de humor. Sinceramente, nem toda piada é de fato boa, mas no fim funciona.
Conheço muito headbanger que torce o nariz para o Massacration, é aquela galera que se leva a sério demais, que não sabe rir de si mesmo e curtir o momento. Piadas a parte, o Massacration faz um som bem legal, com letras bem sacadas e até uma boa dose de sarcasmo que são muito bem vindos num mundinho muitas vezes tosco por conta de toda essa supervalorização. Além do mais, os filhinhos do Deus Metal entregam um bom show, melhor do que de muita banda consagrada por aí...
O fato é que hinos foram tocados, cantados a plenos pulmões pelos headbangers ali presente que curtiram cada instante da maior banda de metal do multiverso.
Após um intervalo de meia hora, entra o Matanza Ritual com sua formação completa, primeira vez que vi Felipe Andreoli no baixo da banda e que diferença esse cara faz.
O setlist é praticamente o mesmo de sempre, contando com as manjadas músicas que amamos gritar as letras enquanto entramos em rodas educadas e cheias de ressentimento.
O mais legal de ver é o prazer que os caras demonstram de estar tocando juntos, coisa que faltava ao Matanza.
Jimmi e companhia fizeram um show e tanto, com direito a piadas sobre o Massacration, solos de bateria e baixo e até um diálogo entre o vocalista e a guitarra de Antônio Araújo.
Um show intenso de uma hora e pouco que fechou nossa noite em grande estilo, dando finalmente o sentimento de saciedade que precisávamos.
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