Trazendo grandes clássicos do rock 'n' roll, o jogo estourou a bolha ao trazer mecânicas de outro jogo que já estava rolando (não vamos entrar em detalhes maiores, mas basta uma pequena pesquisa pra ver esse histórico todo), com toda a temática rock, sendo possível jogar em controles comuns ou ainda com um controle especial em formato de guitarra, aqui jogávamos como o tal Guitar Hero do título.
Desde então vieram várias continuações, com participações especiais de músicos, títulos temáticos de bandas como Aerosmith, Metallica e Van Halen, possibilidade de jogar com outros instrumentos, como baixo ainda usando o controle de guitarra, bateria com um controle próprio e vocal com microfone, essa parte foi influenciada pela concorrência, o Rock Band que é um caso a parte. Falando em concorrência, veio o Rock Band e outros games, cada um com sua jogabilidade e proposta diferenciada.
Enfim, Guitar Hero e seus concorrentes acabaram conseguindo cansar o público ao lançar jogos sem parar, sem alma e até desrespeitoso, teve um que colocou Kurt Cobain do Nirvana cantando de maneira animada músicas que o mesmo detestava. Chega a ser nojento de ver isso.
Mas vamos sair da área bizarra e ir pro lado interessante da porra toda. Eu já tinha meus 20 e poucos anos quando esses jogos foram ganhando o mundo, já conhecia a maioria das bandas que ali apareciam e poder brincar com essas músicas, ver jogo temático dos Beatles e AC/DC me fez jogar videogame com um baita sorriso na cara. Porém, naquela geração tinhamos o outro lado, uma molecada que não teve nenhum contato com essas músicas e bandas e que teve seu primeiro momento com toda mitologia do rock e seus subgêneros graças a esses jogos.
Guitar Hero e Rock Band influenciaram uma porrada de jovens naquela época e trouxe o rock ao mainstream por um bom tempo. O que me faz chegar ao ponto que quero chegar, a falta de que esse tipo de jogo está fazendo nesse momento, os jogos não tem mais nada de rock em suas trilhas sonoras, nem em suas mitologias, são apenas apenas essas músicas modernas feitas em computador, sem emoção, atitude ou alma. Com isso vemos cada vez mais jogos sem graça alguma, apenas uma porrada de mecânicas genéricas embaladas por muita tecnologia e gráficos bonitos, com trilhas sonoras chatas que influenciam a molecada a apenas acompanhar um emaranhado de músicas enfadonhas empurradas tanto pela mídia quanto pelo streaming que padroniza vender o que vai dar mais lucro pelo lob de gente rica.
Pois é, saudades época do Guitar Hero, saudades.