19/08/2025

Show Colera Sesc 24 Maio

O Cólera é uma daquelas seminais no punk rock brasileiro, na ativa desde 1979, hoje sem a lenda Redson que nos deixou já a um bom tempo, a bansa ainda consegue ser coeza ao vivo e  mantém a qualidade nos seus lançamentos.
No Sesc 24 de Maio os caras se apresentaram no teatro do espaço, numa quinta feira e contra todas as expectativas, o show estava cheio. Galera tacou o foda-se e se apertou diante das cadeiras pra ouvir clássicos como Medo e Deixe A Terra Em Paz.
Particularmente, preciso contar minha história pessoal nesse show, que é bem doida. Ao chegar foz meu ritual sagrado em todo show de Sesc, comprei cervejas. Quando ia entrar fui avisado que não poderia entrar com elas no teatro, tive que virar 3 cervejas em 5 minutos pra não perder o início da apresentação, enquanto estava engolindo essas cervejas sentado em uma mesa na entrada, um punk mais velho sentou comigo, o cara carregava uma caixa de um lançamento especial do Cólera contendo CD, DVD e livro, sendo que a caixa continha o autógrafo do Redson. Trocamos 2 minutos de conversa e o cara do nada levanta e entra, sem dar tempo de avisar que a caixa ficou em cima da mesa. Um ítem extremamente especial. Peguei a tal caixa depois de secar a última cerveja e entrei a procura de um punk velho no meio de um teatro lotado.
Vou ser sincero aqui e pensei várias vezes em ir embora e adicionar esse ítem a minha coleção, porém, me peguei pensando que se eu fosse o cara, iria me sentir muito na merda. Enfim, lá pra quarta música eis que vou pra parte da frente e vejo o cara, que nem me reconhece mais. Aviso que ele esqueceu sua caixa e a devolvo, o cara até brilha os olhos e ainda brinca: "valeu, mas tinha deixado pra você seu bobo". 
Boa ação do dia feita, o show continua com uma performance muito boa, principalmente dos músicos mais antigos da banda. O vocalista que substituiu Redson segura o show, mas não é nada marcante, ou empolgante. Falta presença de palco pro cara.
Os punks na plateia, em sua maioria mais velhos, tinham muita atitude e respeito, não sou punk, gosto das bandas do movimento, mas não abraço trocentas ideologias e tudo mais. Porém, fui acolhido pelo pessoal que lá estava e isso significou demais pra mim.
No fim do show, ainda fui tomar uma com a galera punk e ouvir histórias loucas passar por momentos extremamente malucos que fizeram essa noite ser épica. 

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