E é aí que entra a caixinha de surpresa que é a vida. O Sujera entrou no palco e com seu hardcore moderno misturado a rap cheio de groove, e que banda. Sério, os caras explodiram minha cabeça, um soco na cara daqueles bem dados, estilo Apolo Creed. Tudo nessa banda me pegou bem, a pancada que é ao vivo, o groove, as letras diretas, ácidas e cheias de críticas.
Uma pena que o merch dos caras não tinha nenhum tipo de play, amaria ter um na minha coleção! Mas enfim, eles abriram a noite com um show que durou por volta de uns 40/50 minutos, o que rendeu bastante músicas e esbanjou carisma. O público de fato curtiu, e mesmo a galera que pouco ou nada conhecia da banda, comprou o barulho e viajou num puta showzaço.
As coisas devem ter ficado complicadas para o Project46 que entrou em seguida, apesar de grande parte do público ter ido lá pra vê-los, o Sujera roubou a cena demais.
O Project46 fez um show competente, deliciando seu público com clássicos da banda e sons novos. Contando histórias ligadas a sons, como amigos que se reencontram e colocam o papo em dia. Um show competente e reto.
Enfim, o Project46 era de fato a estrela da noite e foi quem levou público a lotar o Sesc, mas o Sujera foi o responsável pela explosão de cabeças e uma noite inquestionável.